sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PRESENTES ESCONDIDOS NA APARENTE CONFUSÃO

Respondeu Jesus: "Você não compreende agora o que estou lhe fazendo; mais tarde, porém, entenderá". (Jo. 13:7). Você, em algum momento da vida, já recebeu um não de Deus quando pensava que o sim era a vontade dEle? Sem dúvida, naquele momento, você deve ter perguntado ao Senhor: “O que houve? Mudou de ideia? Não era esta a sua vontade para mim? Não sonhamos juntos, planejamos tudo juntos? E por que este não agora?” Difícil, não? Parece que uma confusão começa a se estabelecer em nós a partir de então. Bom, o que eu posso dizer é que eu já passei por esta situação algumas vezes ao longo de toda minha vida com Deus, mas queria compartilhar duas das minhas experiências com você hoje. A primeira não foi exatamente uma pergunta minha, mas foi uma pergunta inquietante para muitos que me conhecem, e especialmente para minha mãe. Ela sempre perguntou a Deus porque ele havia permitido que eu, uma criança, que não tinha consciência do que era certo ou errado, nascesse cega. Ela não admitia, mas muitas vezes duvidou da bondade de Deus por causa desta inquietação. Até que eu me converti, e num destes dias em que ela precisava me levar para a Igreja, mesmo sem ter muita vontade de estar lá, no momento da pregação o Senhor trouxe o texto de João nove, que fala sobre o cego de nascença. Os discípulos de Jesus fazem a mesma pergunta a ele: “Senhor, quem pecou para que este nascesse cego? Ele ou seus pais?” E Jesus respondia que nem ele nem seus pais havia pecado, mas que aquilo aconteceu para que naquele momento a glória de Deus pudesse ser manifesta. Ao ouvir isso, o coração da minha mãe não somente ficou grato a Deus pela resposta, como começou a entender tudo o que Deus, pouco a pouco, está mostrando que já havia planejado para minha vida de forma cuidadosa, e porque não dizer, tremenda. O simples fato de ser como sou, depois que conheci a Cristo, me abriu enumeras oportunidade de falar a públicos que normalmente não param para ouvir a Palavra de Deus, a fim de que o seu amor, cuidado e poder sejam conhecidos por estas pessoas. Este aparente não de Deus a uma vida dita normal redundou em glória para o nome dEle e abriu portas que de outra maneira, não seriam abertas para que eu pudesse cumprir o ide. A segunda experiência que eu queria contar aconteceu exatamente hoje. Eu ganhei, no ano de 2010, uma bolsa em um curso de Inglês. Era um sonho que o Senhor estava realizando, a resposta de uma oração antiga que eu havia feito a Deus. Tinha certeza que sua vontade para mim era estudar outra língua, a fim de que eu me preparasse melhor para ir no tempo em que Ele me chamar para fazer sua obra. Eu estudei aquele ano todo, mas aí o Senhor cumpriu outra promessa, que foi abençoar a minha vida profissional. Era o meu primeiro emprego, e foi nele que eu recebi a bênção de andar sozinha, que há muito pedia ao senhor. Contudo, o horário disponível para continuar o meu curso era incompatível com o meu trabalho. E eu me perguntava qual seria a estratégia de Deus para contornar isso, mas não obtive resposta. Acabei perdendo a bolsa e, sinceramente, apesar de não lembrar de ter reclamado com Deus por isso, não entendia porque o Senhor havia dito não àquilo que antes havia dito sim. Este ano, eu me propus a encontrar um curso que eu pudesse pagar, e depois de um tempo de oração e procura, encontrei. As aulas começaram hoje. E antes de ir para a primeira aula, eu orei ao Senhor, dizendo: “Senhor, eu sei que o Senhor não nos planta em nenhum lugar por acaso. Se eu não puder compartilhar da mesma fé com algum irmão neste curso, por favor, que eu pelo menos seja usada para levar outras pessoas a ti. Que este seja mais um campo missionário que o Senhor me dá". Foi aí que obtive a resposta do “não” que o Senhor havia me dado. A minha professora é, não apenas uma irmã em Cristo muito especial, mas também uma missionária. E o Senhor já está, aos pouquinhos, colocando no meu coração como posso ser usada por Ele ali. Agora faz sentido ter passado um ano sem estudar Inglês. Amado, escrevo este texto simplesmente para animá-lo diante de cada não que o Senhor te der. Nem sempre os motivos serão óbvios, nem sempre Deus se fará entender por você, até porque os pensamentos do Senhor são maiores que os nossos, e os seus caminhos mais elevados que os nossos, como diz o Profeta Isaías. Portanto, quando o Senhor disser “não”, simplesmente entenda isso como um “isto ainda não é o que eu tenho de mais excelente”, e você verá como é doce a vida dirigida por Deus, e entenderá com alegria, que por traz de cada não, há um presente escondido. Louvado sejas tu, Senhor, por cada “não” que já nos dissestes e que ainda vais nos dizer!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

EM TEMPOS DE GUERRA

EM TEMPOS DE GUERRA (Sl. 143). 1 Ó Senhor, ouve a minha oração, dá ouvidos às minhas súplicas! Atende-me na tua fidelidade, e na tua retidão; 2 e não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não se achará justo nenhum vivente. 3 Pois o inimigo me perseguiu; abateu-me até o chão; fez-me habitar em lugares escuros, como aqueles que morreram há muito. 4 Pelo que dentro de mim esmorece o meu espírito, e em mim está desolado o meu coração. 5 Lembro-me dos dias antigos; considero todos os teus feitos; medito na obra das tuas mãos. 6 A ti estendo as minhas mãos; a minha alma, qual terra sedenta, tem sede de ti. 7 Atende-me depressa, ó Senhor; o meu espírito desfalece; não escondas de mim o teu rosto, para que não me torne semelhante aos que descem à cova. 8 Faze-me ouvir da tua benignidade pela manhã, pois em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti elevo a minha alma. 9 Livra-me, ó Senhor, dos meus inimigos; porque em ti é que eu me refugio. 10 Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terreno plano. 11 Vivifica-me, ó Senhor, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira-me da tribulação. 12 E por tua benignidade extermina os meus inimigos, e destrói todos os meus adversários, pois eu sou servo. Em tempos tão difíceis quanto os que temos vivido, não é raro encontrarmos quem ore assim como o salmista, pedindo a proteção de Deus contra os seu sinimigos. vivemos em uma sociedade em que todos dizem: "Eu sou de paz", mas vivem fazendo guerra com muitos, a começar pelos que estão mais perto e que lhes são mais caros. Nem todos sabem que a paz só se torna o árbtro do coração quando o Senhor Jesus é, de fato, o Senhor da vida, e aí o resultado é que muitos que antes eram chamados amigos, agora são chamados inimigos, de maneira que a guerra se instaura interna e externamente e parece não ter fim. E quando nos sentimos assim, quando não vemos mais como continuar a batalhar em meio a uma tão grande guerra, tendo, por outro lado, tão pouca força, precisamos tomar a decisão mais acertada, vital para continuarmos pelo menos vivos, emocional e espiritualmente falando. E talvez o que mais nos deixa inquietos é saber que precisamos imediatamente de uma solução, mas não pode ser qualquer solução; precisamos acertar. Felizmente, o Deus que nós servimos é socorro bem presente na hora da angústia, como diz o Salmo 46:1, e não nos deixa desamparados. Através deste Salmo, vamos aprender com o Espírito Santo como devemos orar para vencermos as nossas guerras. A mensagem que considero central neste salmo é muito simples, mas infelizmente, pouco vivida. O salmista reconhece duas coisas imprescindíveis: Que a ajuda do Senhor vem por causa da sua fidelidade e da sua misericórdia, e não porque Deus deve alguma coisa ao homem, e que nós somos totalmente dependentes da ajuda do Senhor. Uma coisa está intrinsecamente relacionada com a outra, e nós precisamos encher o nosso coração desta convicção. Precisamos lembrar que o Senhor é fiél a nós, porque é da sua natureza ser fiél ao que promete, e nnão porque precisa ser fiel. Se o Senhor não fizesse mais nada por nós, ele não seria injusto, porque nós não merecemos a sua misericórdia, nunca o procuramos por nós mesmos e não priorizamos a vontade de Deus na maior parte do nosso tempo. Pelo contrário! A iniciativa de salvar o homem foi de Deus. Foi ele quem planejou tudo, fez todos os sacrifícios, e ao homem coube apenas reconhecer a sua necessidade de Deus e aceitar seu presente de amor. Se o Senhor fez por nós o que não podíamos e o que não merecíamos que fosse feito, como não cumprirá cada uma de suas promessas? Como nos deixará derrotados, se ele mesmo declarou que somos mais do que vencedores? Contudo, Ele faz isto porque nos ama e para a glória do seu nome, e não porque está obrigado a fazê-lo. Por outro lado, nós somos totalmente dependentes da sua misericórdia e graça. Sem ela, não temos condições de vencermos nossos inimigos. O salmista declara isso quando reconhece sua impotência contra os inimigos, a força dos inimigos que é grande, e o estrago que eles já fizeram em sua vida. Lembra do versículo? Somos vencedores em Cristo Jesus (Rm. 8:37). Podemos todas as coisas, mas naquele que nos fortalece (Fp. 4:13). Como Jesus mesmo disse, sem Ele nada podemos fazer (Jo. 15:5). então, em meio a guerra, precisamos parar de querer ter o controle de tudo nas mãos, e deixar que Cristo seja o nosso general. Afinal, ele conhece todas as coisas, inclusive o dia em que a guerra vai terminar. Assim, amados, façamos como o salmista, que decidiu anseiar pela presença do Senhor mais do que pela vitória, embora precisasse muito dela, e decidiu confiar na benignidade do Senhor, crendo que além de benigno, Ele continua tendo o controle de tudo nas mãos. Em resumo, a decisão mais acertada é fazer o que Deus disse ao povo de Israel, ou seja, permitir que o Senhor guerrei por nós as nossas guerras. Um dia de vitória na presença do Senhor! Que Ele te abençoe!

sábado, 19 de novembro de 2011

O FILHO PRÓDIGO

Poesia composta especialmente para o I ]Encontro de Cegos da Sociedade Bíblica do Brasil. O FILHO PRÓDIGO Abram bem os ouvidos e o coração Porque a história que vou lhes contar Prova que até uma multidão de pecados O amor pode apagar. Certo pai tinha dois filhos mui amados, Aos quais dedicara sua vida, seu labor. O filho mais velho sempre esteve ao seu lado. O mais moço, porém, Pediu a parte que lhe cabia, E sem se despedir partiu e o deixou. O pai, ainda que muito entristecido, Deu a seu filho a liberdade tão sonhada, Porque sabia que o amor não prende, liberta, E que liberdade sem amor é nada. E o filho saiu da casa de seu pai Pretendendo nunca mais voltar. Conselhos, correções, limites, Eram coisas que não queria mais, Porque pensava que sabia o que era melhor E uma vida independente queria levar. Gastou tudo o que tinha Numa vida dissoluta, de pecado. Entregou-se a mulheres que nenhum amor lhe tinham, E conquistou amigos que lhe queriam perto, Enquanto sua riqueza não fazia parte do passado. Mas tudo que é desperdiçado acaba. E a riqueza deste moço acabou. Junto com ela, chegou ao fim também sua alegria, E E agora quem lhe fazia companhia Eram a miséria, a tristeza, a solidão e a dor. Isto porque, além da riqueza que acabou, A fome chegou ao país onde Ele estava. De moço rico e bem cuidado ele se tornou Um empregado que de porcos cuidava. Tinha vontade de comer o que os porcos comiam, Pedia, lamentava, mas ninguém lhe dava nada. Até que caiu em si, e pensou: Os trabalhadores de meu pai Têm comida que nunca falta. Enquanto eu estou aqui, passando fome, Porque me afastei de seu amor e sua casa. Vou voltar e confessar o pecado Que cometi contra ele e contra Deus. Sei que de seu filho não mereço mais ser chamado. Quem sabe Ele não permite que seja eu Ao menos um de seus empregados. Mesmo pensando assim, O moço não podia imaginar Que seu pai, num abraço que parecia não ter fim, Devolveria-lhe o lugar De herdeiro, de filho querido, Que antes estava perdido, Mas agora, finalmente, voltava ao lar. O irmão mais velho, que enciumado, Reclamou seus direitos de filho obediente, Aprendeu que as acusações nos tornam presos ao passado, E somente o perdão nos permite olhar para frente. Hoje o pai nos convida A permanecermos no seu regaço, A crermos que fazer sua vontade é viver em plenitude de vida, E a sempre estarmos abrigados em seus braços. Que possamos nos alegrar com os que voltam, E com eles andar de braços dados. Que ao invés de lhes atirarmos pedras, Possamos ajudar a curar tantas feridas Que foram causadas pelo pecado.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

COTIDIANO

COTIDIANO

"Mas buscai primeiro o seu Reino e sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentada."
(Mt. 6.33).

A grande maioria dos nossos dias é formada por aqueles que consideramos
dias normais, nos quais fazemos tudo o que nos é de costume: Acordamos,
nos alimentamos, Vamos para
o trabalho, estudamos, arrumamos nossas coisas em casa, e ainda
precisamos ter tempo para cuidar de quem amamos, resolver os imprevistos
e descansar. Tudo parece urgente, imprescindível.
E quantas vezes não conseguimos dar conta disso tudo, apesar do muito
que nos esforçamos? Somos cada vez mais pressionados a fazer tudo num
tempo cada vez menor. A tecnologia que à priori é um agente facilitador,
torna-se agente opressor, uma vez que a mente parece ter que acompanhar
a velocidade com que as máquinas trabalham, e estas aumentam mais e
mais, em velocidade e especificidades.
Mas se não damos conta de fazer tudo a tempo e a hora, então
precisamos escolher bem as nossas prioridades, afim de que caso não
possamos fazer tudo, não deixemos de fazer o que realmente importa. Um
certo dia, ouvi uma frase de um dos meus professores, no tempo em que
era aluna no Seminário. Ele dizia que "não devemos deixar que o urgente
tome o lugar do importante". Como falei no começo, tudo parece
imprescindível! Não há, no mundo globalizado em que vivemos, lugar para
colocarmos as coisas em segundo plano. E aí, sem que percebamos,
passamos a valorizar mais as coisas e projetos que as pessoas e os
relacionamentos. E o pior! Deus parece não encontrar mais espaço na
nossa agenda. Afinal, são muitas ocupações, muitos exames, trabalhos,
relatórios, compromissos etc. Quando terminamos tudo, estamos exaustos e precisamos
descansar. Não há tempo para orar, refletir sobre quem somos e
principalmente sobre quem Deus é e quem Deus quer que sejamos.
Alguém já disse que estava ocupado de mais para não ter tempo de orar.
E esta frase, com certeza, foi dita por alguém que sabia que é com a
ajuda de Deus que colocamos o resto da nossa agenda em ordem. Vejamos o
texto que colocamosacima. Ele nos orienta a priorizarmos a presença de
Deus antes de todas as coisas, e promete que as demais serão supridas. E esta frase foi dita exatamente quando Jesus estava falando das preocupações que temos e que nos trazem ansiedade.
Amados, esta foi a palavra que o Senhor compartilhou comigo esta
manhã. Que nós possamos ter tempo de ouvir a voz do Espírito Santo,
saber qual a orientação dEle para nós e nossa agenda dia após dia. Está
aqui, sem dúvida, a melhor maneira de organizar a vida. Mas do que todas
as agendas eletrônicas e virtuais, mais do que toda disciplina humana,
mais do que todas as estratégias administrativas,
pois o Senhor é o único que além de nos informar nossas obrigações,
ajuda-nos a escolher e cuidar de nossas reais prioridades. Isto, sem dúvida, torna nossa vida muito mais leve e feliz.
Que o Senhor continue nos abençoando e dirigindo!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Eis nosso Tempo!: SÃO PAULO: Pastor detido por pregar contra o homossexualismo! Já começou! A patrulha gay (gaystapo) já manda cristãos para prisão no Brasil

Olá, amados!
Gostaria que os irmãos lessem esta postagem do Pastor Gaspar de Souza, e vissem a que ponto nós chegamos. Mesmo com a PL 122 não estando em vigor até o presente momento, já estamos sendo atacados de forma explícita, incabível e imparcial. Hoje, você não pode nem descordar do que estes gays pensam, que já está sendo homofóbico.
Perdão pelo desabafo aqui, mas nem nós, que somos deficientes, que muitas vezes sofremos descriminações e preconceitos (verdadeiramente injustos porque simplesmente ninguém escolhe ser deficiente) somos tão protegidos.
Amados, fica aqui o alerta. Não dá mais para fazer de conta que não sabemos do que está acontecendo, ou dizer que não tem nada de mais, ou que simplesmente, como disse o pastor, não temos nada a ver com isso! Participe desta luta! Tome partido! Oponha-se enquanto é tempo, se é que ainda é tempo.

Eis nosso Tempo!: SÃO PAULO: Pastor detido por pregar contra o homossexualismo! Já começou! A patrulha gay (gaystapo) já manda cristãos para prisão no Brasil

quinta-feira, 7 de julho de 2011

MENOS UM DIA PARA VIVER, E MAIS UM DIA PARA AGRADECER

“Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios.”
(Sl. 90:12).

Olá, amados! Como sempre, mais uma vez estou aqui para compartilhar de algo que Deus falou comigo. Afinal, o Senhor é sempre aquele que fala na hora certa a coisa certa, e tendo um Deus tão perfeito e tão excelente assim, eu só posso crer que, embora haja algumas coisas que só o Senhor só compartilha com você, na maioria das vezes, é sempre bom compartilhar com todos o que Deus compartilha conosco.
Hoje eu estava indo para o trabalho, quando dois colegas de trabalho se encontraram comigo, e ao começarmos aquela costumeira conversa de bom dia, um deles disse:
-Ah! Comigo está tudo bem, graças a Deus! Mais um dia!
E minha colega retrucou:
-Há! Está tudo na bênção, mas não porque é mais um dia, e sim porque é menos um dia!
E começou uma amigável discussão sobre se deveríamos ver o dia que começava como mais um, ou menos um. Meu colega dizia que minha amiga estava sendo muito pessimista, e ela afirmava que não, porque na realidade todos os dias a gente se aproxima mais da morte, que é o descanso de Deus.
Foi uma coisa simples, mas que ficou martelando na minha mente o resto da manhã, até que o Senhor, pertinho de largar, colocou no meu coração a frase que intitula esta postagem. Eu entendi, de pronto, o que o Senhor queria dizer, e embora esta seja uma palavra bem simples, eu queria conversar com você sobre isso.
Em primeiro lugar, devemos ter em mente a temporalidade da vida. É sobre ela que fala o salmo 90, cujo versículo 12 destacamos. O salmo que foi escrito por Moisés apresenta a eternidade de Deus e a curta vida do homem, ressaltando como somos dependentes de Deus para termos uma vida feliz. Isto nos ensina que devemos pensar que nossa vida é curta aqui, mas não se resume só a vida física. Teremos que encarar uma eternidade, estejamos com Cristo, ou não. O que muda é como viveremos esta eternidade, se quisermos viver independente dEle.
Nós nunca saberemos quando vamos morrer, e precisamos estar preparados para nos encontrarmos com o nosso Deus, para que não seja um dia de juízo, mas de festa pela justificação em Cristo. Será que temos pensado que nossa vida é pequena de mais para semearmos mal? Para ficarmos longe de Deus? Para preferirmos o pecado a santificação? Para vivermos relacionamentos superficiais, invés de construirmos raízes profundas?
Veja o que diz Eclesiastes, capítulo 7 e versículo dois:
“Melhor é ir a casa onde há luto, do que a casa onde há banquete; porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.”
Como dizem: “A única coisa que sabemos com certeza é que morreremos!, e eu acrescento um “se Cristo não voltar antes”. Portanto, é tempo de refletir sobre o que estamos fazendo com nossa vida! É tempo de lembrar que a vida passa rápido, quando nem percebemos!
Mas ao mesmo tempo em que nos lembramos da brevidade da vida, precisamos, então, agradecer o Senhor pelos anos que vivemos até aqui! Precisamos ver o dia de hoje como mais um presente dado por Deus, que precisamos administrar da melhor forma possível. Não veja sua história, seu passado, como algo que Deu errado, mas como uma história de vários capítulos, que o Senhor escreve diariamente junto com você, dando-lhe a oportunidade de junto com Ele, dar a ela um final feliz. E aproveite para, com o coração grato, pedir a bênção e a misericórdia de Deus para o resto de seus dias, para que você veja a vida com os olhos de Deus e alcance um coração sábio, a exemplo deste salmo.
Medite hoje! Ore! Busque mais ao Senhor! E lembre-se que embora a vida seja breve, ela continua sendo um belo presente de Deus!

Que o Senhor Jesus te abençoe.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

SOLIDÃO, OU TEMPO DE PREPARO?

“Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu... á tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar.”
“Deus faz que o solitário viva em família; liberta os presos e os faz prosperar; mas os rebeldes habitam em terra árida.”
(Ec. 3:1, 5; Sl. 68:6).

Amados, graça e paz!
Está chegando o dia dos namorados, e ao que me parece, os corações das pessoas estão, em grande parte, divididos em dois “mundos”: O “mundo” dos que comemoram por ter alguém para chamar de seu, e o “mundo” dos que ficam tristes e ansiosos por estarem sós. O comércio tenta nos convencer de que não podemos ficar sem o presente de alguém, a sociedade nos chama de bobos ou coitadinhos por estarmos sós, e até parece que estar solteiro é simplesmente não corresponder às expectativas que não são apenas nossas, mas da sociedade erotisada e consumista, na qual estamos inseridos. Como se não bastasse, temos dentro de nós o desejo e a necessidade legítima, dada por Deus, de pertencer, de amar, de compartilhar a vida. E aí, quando juntamos a exigência social com a nossa carência, o resultado é o sentimento de frustração, ansiedade e tristeza, o que tem levado muitos até a depressão.
Sei bem o que é isso! Faço parte do grupo dos que estão esperando, mas hoje vim relembrar o seu coração de que, embora façamos parte do grupo dos que esperam, não precisamos fazer parte do grupo dos que desesperam. É possível fazer parte do terceiro grupo, ou seja, o grupo daqueles que não desfrutam ainda da companhia de alguém, mas que ainda sim se sentem felizes por crer e saber que o Senhor tem o melhor para suas vidas. Quando cremos assim, não precisamos alcançar as expectativas da sociedade, porque estamos mais preocupados em alcançar as expectativas de Deus, que quer que tenhamos relacionamentos em conformidade com a sua vontade, porque ela nos dá limites que protegem as nossas emoções e a nossa vida, em geral; saberemos que o Senhor que colocou o desejo de pertencer e a capacidade e necessidade de amarmos e sermos amados, é o mesmo que deseja que desfrutemos do amor.
Foi isso que Ele fez com Adão, lembra? Não sei se você já parou para prestar atenção, mas não foi Adão quem pediu uma mulher a Deus. Foi o próprio Deus quem falou: “Não é bom que o homem esteja só.” (Gn. 2:18). Isto não significa que não devemos orar por isso, mas que o Senhor conhece, melhor até do que nós mesmos, os nossos anseios. É interessante notar que entre a promessa de Deus que daria ao homem uma auxiliadora e o dia em que ele o presenteou, havia duas coisas: A primeira é que a vida de Adão não parou. Ele continuou trabalhando, dando nome a todos os animais. E a segunda é que quando o Senhor lhe deu descanso, ele mesmo estava providenciando a chegada de Eva. Assim, enquanto servimos ao Senhor e descansamos nele, ele cuida do que amamos ou aprenderemos a amar. A nossa vida não precisa parar por nos sentirmos sós.
O segundo versículo que coloquei antes deste texto, fala que o Senhor faz com que o solitário viva em família. A família de origem, os amigos, a família na fé, são excelentes motivadores para que a nossa alegria continue viva, e podem ser excelentes professores ou companheiros de aprendizado neste tempo de espera. Por isso não precisamos encarar esta etapa da vida como uma etapa de solidão, mas de preparo. Mas aprendizado? Sim! Aprendizado! Enquanto esperamos aquela que chamamos de a pessoa certa, o Senhor nos ensina a sermos a pessoa certa para o outro. Isto porque, apesar destas pessoas serem parte da nossa família, o Senhor sente prazer em nos ver formando a nossa própria família, dando início a mais uma bela e abençoada história de amor.
No entanto, precisamos relembrar o que nos diz o primeiro texto citado. Ele nos ensina que há uma ocasião própria para cada propósito, o que significa que não apenas o tempo de viver o amor é necessário, mas o tempo de espera também o é. Tanto um quanto outro, são presentes de Deus para sermos felizes. Afinal, aprender a depender de Deus quando solteiro, ajuda-nos a ouvir sua voz em meio à voz das contendas no casamento, pois aprenderemos a reconhecer qual, de fato, é a voz de Deus. A companhia do Senhor será tão importante no casamento quanto é na vida de solteiro, e talvez se torne ainda mais.
Portanto, quero convidar o seu coração a permanecer alegre como o meu, por saber que já pertencemos, mesmo que ainda não estejamos fisicamente perto, e por saber que não somos solitários; apenas estamos na fase de preparação.
Meu desejo para nós hoje, é que descubramos a doçura de descansar nos braços do Pai, porque assim, a espera será menos cansativa e enfadonha, e certamente bem mais confortável!

Que o Senhor te abençoe!